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Leandro Macaé conta como se tornou um profissional do skate

   05-06-2009

O skatista Leandro Macaé
Confira mais fotos da apresentação no INSG

São 15 anos de manobras, quedas e muitas histórias. O skatista profissional Leandro Macaé começou a se aventurar sobre as rodas do skate aos 14 anos, por influência dos amigos e do irmão mais velho. Dez anos depois, ele recebeu a proposta que faria do skate a sua profissão: um patrocínio para participar de disputas na categoria profissional. De lá pra cá, foram diversos campeonatos, aulas para os atores de Malhação (Rede Globo) e apresentação em eventos sociais e esportivos. Confira um pouco mais da trajetória desse atleta na entrevista que ele concedeu com exclusividade para o site do INSG/Castelo.

INSG/Castelo: Como você se tornou um atleta? De quantos campeonatos já participou?
Leandro: Já participei de mais de 80 campeonatos. Fiquei em primeiro lugar na metade deles quando ainda era atleta amador. Em 2004, comecei a disputar na categoria profissional e ficou mais difícil conquistar um lugar no pódio. É preciso dominar a técnica das manobras e a maior parte dos adversários são muito bons. Mas consegui alguns bons resultados.

INSG/Castelo: Qual modalidade você pratica? Já se machucou muito?
Leandro: Eu pratico o street, onde as manobras são feitas em qualquer obstáculo urbano, sem necessidade de pista. A grande diferença é a sensação de liberdade e o fato de poder ser praticado em qualquer lugar. Estou sempre machucado, pois não há muito como se proteger. Além disso, a maioria dos atletas gosta dessa adrenalina.

INSG/Castelo: Foi difícil conseguir patrocínio?
Leandro: O skate é hoje o segundo esporte mais praticado do Brasil e os empresários estão atentos a essa oportunidade. O número de praticantes cresceu muito nos últimos anos. Só no Brasil já são 2 milhões de praticantes e o esporte ganhou espaço na mídia. Os empresários estão de olho nesse público jovem e o resultado é mais patrocínio para os atletas. Hoje eu tenho seis patrocinadores, dois de Macaé e quatro de São Paulo.

INSG/Castelo: Na sua opinião, porque o skate faz tanto sucesso entre os jovens?
Leandro: Acho que o skate tem uma linguagem muito próxima dos jovens, porque passa um pouco de rebeldia e liberdade. E eu uso a linguagem deles para dar o meu recado. A minha missão é essa, mostrar o lado bom do esporte: ser saudável, ter disciplina, não usar drogas, conseguir viver honestamente e ser reconhecido pelo seu trabalho. O esporte não é apenas o meu sustento, é o meu meio de vida.

INSG/Castelo: Você costuma participar de eventos educativos e sociais?
Leandro: Sim, inclusive eu tenho dois projetos que levam o meu nome. Atualmente, eu participo de quatro projetos sociais em Macaé: Prata da Casa (Fesporte), Criam, Catalunia e Morro de Santana. Temos uma responsabilidade muito grande em passar uma mensagem boa para as crianças mais carentes. Se fazemos coisas ruins, essas crianças se espelham na gente e, muitas vezes, esse caminho não tem volta. Eu gosto de conversar sobre a realidade deles. E sei que eles me escutam porque falamos a mesma língua.




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