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Palavra da Direção

Aos alunos, pais e comunidade educativa do INSG
O papel da escola na construção
dos conceitos morais e éticos

Irmã Ana Teresa Pinto - Diretora do Instituto Nossa Senhora da Glória

“O exercício da excelência moral se relaciona com os meios; logo, a excelência moral também está ao nosso alcance.”
Aristóteles

A rápida transformação da sociedade em que vivemos tem provocado grandes mudanças nos valores éticos, os quais afetam sensivelmente a boa convivência social. Somando-se a isso a nossa ‘falta de tempo’, encontramos uma condição favorável para que pais, inconscientemente, transfiram para a escola a responsabilidade da formação da cidadania de seus filhos , função essa que a escola vem assumindo, já há algum tempo.

A escola tem mais o papel exclusivo de educar, mas, de uma forma mais ampla, propiciar um espaço onde as habilidades cognitivas e sociais se desenvolvam de maneira produtiva, íntegra e, sobretudo, ética. A construção de conceitos éticos e morais ocorrem de forma gradativa na vida da criança e, à medida que esses conceitos vão se internalizando, ela se torna cada vez mais apta a ser um adulto crítico, reflexivo, produtivo e, principalmente, livre para ser feliz.

Essa construção ocorre desde muito cedo, momento em que a criança ingressa na escola. A idade pré-escolar caracteriza-se pelo início da coordenação motora fina e pelo surgimento da linguagem, que acarretarão mudanças nos aspectos intelectual, afetivo e social da criança.

Com a linguagem, a criança poderá se comunicar, exteriorizar sua vida e impulsionar seus pensamentos . Nesse período, ela transforma o mundo real em função de seus desejos e fantasias. Posteriormente, utiliza essas fantasias como referencial para aplicar à sua realidade, à sua própria atividade, ao seu eu e às suas leis morais.

Pergunta-se: “Qual é o papel da escola como propiciadora da construção dos conceitos morais e éticos?” Sabemos que a escola, como espaço educador e socializador, deve ser atuante, entendendo que a criança não é um ser passivo, sem autonomia e sem direito à reflexão. A escola deve ser, portanto, um meio diversificado na formação ética e cultural das crianças e adolescentes, propiciando atividades que envolvam a ordem física, afetiva, cognitiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social.

É chegada a hora maravilhosa de conclamá-los, crianças e adolescentes, a organizar “contratos”, descobrindo que a maneira ideal de se comportar é aquela que obedece às convenções que democraticamente se construíram . O bom adulto, nessa hora, não é o que estabelece limites, mas o que ajuda a criança a construí-los.

Nessa dinâmica de construção de busca de novos paradigmas, que qualifiquem e ressignifiquem o cotidiano da escola, é que nos colocamos como agentes propositivos junto às crianças e jovens. Queremos jovens-adultos que dêem qualidade à sociedade e tenham propostas inovadoras para a realidade de ‘não vida’ na qual estamos imersos nesse tempo chamado hoje.

Que a Virgem Auxiliadora, neste mês a ela dedicado, encha-nos de esperança e ousadia, capacitando-nos para estes tempos tão exigentes e desafiadores.

Preparemos o nosso coração e a nossa casa para a sua festa, para a festa da escola .

Com carinho meu abraço,

Ir Ana Teresa Pinto – Diretora

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