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Instituto Nossa Senhora da Glória
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Proposta Pedagógica

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Princípios Psicopedagógicos
que Permeiam a Prática Educativa

O projeto e os recursos pedagógicos produzidos e utilizados pelo Instituto Nossa Senhora da Glória/Castelo não constituem um fim em si mesmos. Tendo em conta, porém, sua relevância para o processo educativo são assumidos com toda seriedade possível, sob a ótica de um caminho em permanente construção. Direção, professora/e/s, pais e aluna/o/s, assim como os autores dos livros e de outros materiais didáticos, no exercício de suas funções específicas, concorrem todos para a qualificação constante do projeto, de suas ações e produtos.

 

1. PRINCÍPIOS GERAIS

Os educadores do Instituto Nossa Senhora da Glória/Castelo entendem a educação como processo de construção e desenvolvimento pessoal pelo qual o indivíduo, relacionando-se com o ambiente, com os outros e com a sociedade, cresce e se constitui como pessoa. Nesse sentido, a educação ultrapassa o espaço da escola e incide sobre a totalidade da vida do educando.

Não há dúvida, contudo, de que a escola é um lugar privilegiado para o desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas e para a análise crítica da sociedade. Por isso, os recursos pedagógicos do INSG:

  • Propõem atividades que favorecem a reflexão, bem como o uso estratégico das aprendizagens.
  • Diversificam os tipos de atividades.
  • Estimulam o trabalho em grupo cooperativo, a análise do contexto e do ambiente, a criatividade, a pesquisa, o sentido prático, o aprender a aprender.
  • Proporcionam a transferência de aprendizagens de uma situação para outra.

O material didático da Rede Salesiana de Escolas, utilizado por nós, constitui um instrumento muito importante para a implementação de nossa Proposta Pedagógica. Ele será complementado por atividades comunitárias, sociais e religiosas, consideradas fundamentais para a educação salesiana, cuja operacionalização se dá mediante a construção dos outros dois elementos constitutivos de nosso Projeto Educativo que são o Diagnóstico  local e  a nossa Programação anual:  tarefas educativas que precisam contar com a efetiva participação de todos os integrantes da comunidade educativa. Todos contribuem para a construção e realização desse projeto.

 

2. PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

O ensino é concebido pelos nossos educadores como um conjunto sistemático de ações, cuidadosamente planejadas, ao redor das quais conteúdo e forma articulam-se permanentemente. As atividades permitem que professor e aluno compartilhem parcelas sempre maiores de significados em relação aos conteúdos do currículo escolar. O professor orienta suas ações para que o aluno participe em tarefas e atividades que o aproximem cada vez mais dos conteúdos que a escola tem para ensinar.

Dentro desta visão, conceitos como os de precisão, linearidade, hierarquia e encadeamento, tradicionalmente associados à organização do currículo e às atividades escolares, cedem lugar à teoria do conhecimento como rede de significados, o mesmo acontecendo com as teorias lineares que dão sustentação ao modelo tradicional de ensino, com seus pré-requisitos, etapas rígidas e formais de ensino e aprendizagem, cadeias de conteúdos e escalas de avaliação da aprendizagem.

Na perspectiva de nossa Proposta Pedagógica, portanto, a apropriação de conhecimento acontece como um processo ininterrupto de transformação e de atribuição de significados e, ainda, de estabelecimento de relações entre esses significados. A cada nova interação com objetos do conhecimento, a cada possibilidade de diferentes interpretações, um novo ângulo se abre, significados se alteram, novas relações se estabelecem e possibilidades de compreensão são criadas. A apreensão de um conceito, idéia, fato ou procedimento se dá por meio das múltiplas relações que o educando estabelece entre os diferentes significados desse mesmo conceito. Assim, a compreensão do que é aprendido e sua estabilização como aprendizagem significativa dependem da qualidade e quantidade dessas relações.

Na prática escolar, essa perspectiva implica articular ensino e aprendizagem, conteúdo e forma de transmiti-lo, em um ambiente escolar cada vez mais favorável à aprendizagem. Nesse ambiente, todas as ações devem favorecer o processo múltiplo, complexo e relacional de conhecer e incorporar dados novos ao repertório de significados daquele que aprende, de modo que ele possa utilizá-los na compreensão orgânica dos fenômenos e no entendimento da prática social.

Avaliação escolar

A avaliação funciona como uma lente que permite focalizar o aluno, seus avanços e necessidades. O ensino do professor é regulado pela aprendizagem do aluno, que não pode ser medida unicamente por meio de uma escala numérica relativa a um período curto de tempo, com um momento pré-fixado para a avaliação.

A avaliação integra o próprio processo de trabalho do aluno no dia-a-dia da sala de aula, nos momentos de discussão coletiva e de realização de tarefas em grupos ou individuais. Nesses momentos pode-se perceber se o aluno está ou não se aproximando dos conceitos e habilidades considerados importantes. O professor pode ainda localizar dificuldades e auxiliar para que estas sejam superadas mediante intervenção, questionamento, complemento de informações ou busca de novos caminhos de aprendizagem.

É em razão disso que a avaliação não pode ser feita por meio de um único instrumento, nem se restringir a um momento apenas. Para avaliar de fato a aprendizagem de diferentes alunos, levando em consideração suas múltiplas competências e formas de aprender, seus bloqueios emocionais e seu envolvimento externo ao ambiente escolar, as ações de avaliação necessitam fornecer condições para que o professor analise, instigue, reflita, envolva-se e tome decisões e providências junto a cada aluno. Nessa perspectiva, aluno e professor se avaliam mutuamente.

 

3. CONCEPÇÃO CURRICULAR

O currículo explicita as escolhas antes mencionadas e as idéias que sustentam nossa Proposta Pedagógica, operacionalizando a visão de cultura que se deseja promover no INSG. Concebido no contexto de um processo social específico, o currículo molda o Projeto Político-Pedagógico e, como tal, veicula pressupostos, concepções, valores e visões da realidade. Ele orienta as escolhas dos conteúdos e dos métodos de ensino, transformando práticas existentes ou qualificando-as.

Currículo e contexto influenciam-se mutuamente, o que faz, por exemplo, com que uma mudança curricular venha junto, ou até depois, de mudanças em contextos escolares. Uma mudança curricular, portanto, não se restringe a acrescentar, modificar ou eliminar conteúdos, disciplinas ou textos. Quer mudar a atitude ante o conhecimento e conscientizar o aluno a respeito de sua própria formação. Busca fazer da aprendizagem um processo de construção de significados, realiza novas atividades para que o aluno aprenda de outra forma e conecta as experiências prévias desse aluno com o conhecimento elaborado.

Assim, a elaboração da nossa Proposta pedagógica e de nosso currículo, mais que a simples redação de um novo plano, pretende alcançar a modificação simultânea dos contextos organizativos escolares, com suas disponibilidades materiais e com seus condicionamentos políticos e profissionais, estabelecidos ou presumíveis. Na prática, o plano curricular, que descreve o currículo escolhido pelo INSG, busca indiretamente regular a estrutura de todo o sistema, as especializações e competências dos professores, a política de avaliação de resultados e a política de produção e consumo de materiais.

As nossas experiências devem constituir a base de um projeto geral, uma vez que inovações, em educação, pressupõem um diálogo constante entre os agentes participantes, entre idéias e comportamentos velhos e novos. O professor deve atuar com base num projeto coerente e coletivamente elaborado, evitando-se, assim, que estilos individuais acabem por determinar o funcionamento das escolas, especialmente quando experiências de trabalho integrado e cooperativo inexistem na realidade que se deseja modificar.

Planejar o currículo nos níveis político e administrativo consiste em selecionar parcelas de cultura básica para a formação de cidadãos, e isso exige que se esclareçam os critérios culturais, sociais e profissionais que justificam as opções feitas, derivando daí as medidas adequadas para torná-las viáveis na prática.
Plano curricular

Os elementos fundamentais do plano curricular que configuram  nossa Proposta pedagógica dizem respeito à estrutura do sistema como um todo, ao trabalho coletivo e à especificação de áreas.

Estrutura do sistema

A escola é uma organização que exige regras para seu funcionamento. Daí, portanto, a importância de se explicitar, no plano curricular, a configuração das equipes Administrativa e Pedagógica. Nesse contexto, é indispensável uma atitude de convicção e determinação por parte da Direção e das Coordenações Pedagógicas. É preciso evitar que a mudança seja entendida como simples intensificação do trabalho do docente, ou que fique restrita à interpretação de cada professor sobre o material didático. É preciso garantir, ainda, que a mudança seja acompanhada de perto pelas instâncias competentes.

Trabalho coletivo

Na escola, o estilo pedagógico dos educadores terá em conta uma visão da cultura em suas múltiplas dimensões e privilegiará a formação integral do aluno. Para isso, é imprescindível que o professor saiba atuar coletivamente, rompendo com o individualismo. Planejado pela escola, o trabalho coletivo tem a função de garantir a coerência de estilos pedagógicos, viabilizando o encaminhamento dos problemas educacionais e criando oportunidades para que toda a equipe de educadores pense sobre cada aluno.

O trabalho coletivo compõe um espaço de aprendizagem para a equipe mediante a partilha de experiências e a análise de dificuldades. Estimula-se, assim, a coordenação e integração entre os professores, impedindo o isolamento profissional e fazendo da escola um lugar de socialização, onde compromisso com a profissão e motivação para exercê-la fortalecem a existência de um projeto conjunto. Os exemplos de comunicação aberta e de solidariedade entre os professores oferecem ocasiões para que a vivência da ajuda mútua possa torná-los co-responsáveis por esse projeto.

Especificação de áreas

A proposta salesiana, baseada na razão, na religião e no amor educativo – aspectos estes inter-relacionados, tanto nos fins e conteúdos como nos métodos e meios –, leva em conta, ao apresentar o currículo, a cultura herdada da humanidade e as questões atuais do homem e da sociedade.

A abordagem do conhecimento deve superar a educação meramente especializada ou acadêmica, para entender o aluno como ser uno e atendê-lo em suas diferenças. A proposta salesiana assume a pessoa em seu processo de individualização e socialização, valoriza as realidades terrenas, desenvolve o sentido crítico e cuida da preparação para a liberdade, para a vida e para o exercício profissional.

A organização em áreas tem por objetivo reunir os conhecimentos que compartilham os mesmos objetos de estudo e facilitar a comunicação e o desenvolvimento de uma prática escolar integradora e crítica. Com seus próprios conceitos, procedimentos, aplicações e modos de solucionar os problemas concretos, cada área viabiliza, na práxis, suas concepções epistemológicas e socioculturais.

A idéia de que o ensino deve ser compatível com essa formação ampla evidencia a necessidade de que, em cada aula de cada disciplina, se desenvolvam valores e linguagens, se realizem investigações e se apresentem contextos significativos. Além disso, cabe também às áreas específicas auxiliar o aluno a estabelecer as sínteses de cada uma de suas disciplinas a partir dos diferentes discursos e práticas.

As áreas aqui propostas são as mesmas dos PCNs, em especial os do Ensino Médio, com as devidas adaptações para o Ensino Fundamental e, também, tendo em conta a produção de material didático para a RSE.. São elas:

  • Linguagens e Códigos: Língua Portuguesa;
  • Ciências da Natureza e Matemática: Ciências e Matemática, Química, Física, Biologia;
  • Ciências Humanas: Ensino Religioso, Geografia, História.

A organização por áreas fortalece o trabalho coletivo e torna indispensáveis tanto a atuação da Coordenação Pedagógica quanto a formação continuada do professor, aumentando a comunicação e o sentido geral de responsabilidade por esse projeto. O ensino e os materiais didáticos são pensados para permitir que essa integração se efetive. Desse modo, projetos e atividades mais globalizadas, que incluem o desenvolvimento de várias habilidades e conectam conceitos e contextos diversos, constituem parte integrante da metodologia desta proposta de plano curricular para o INSG.
No entanto, este projeto prevê que a integração entre as disciplinas e áreas se faça por meio do ensino para o desenvolvimento de habilidades comuns, que constituem metas a ser seguidas pelo material didático, por todas as dimensões da escola e por todos os profissionais envolvidos. As habilidades comuns são as seguintes:

  • Leitura e interpretação de diferentes linguagens: textos narrativos, poéticos e informativos; mapas, fotos, gravuras, documentos de época, desenhos, gráficos, tabelas etc.
  • Escrita: produção de textos em diversas linguagens; organização e registro de informações.
  • Expressão oral: exposição clara de idéias e argumentação coerente; análise da argumentação alheia.
  • Análise e interpretação de fatos e idéias: coleta e organização de informações; estabelecimento de relações; formulação de perguntas e hipóteses.
  • Mobilização de informações, conceitos e procedimentos em situações diversas.

Além disso, tendo em conta a caracterização das áreas e a responsabilidade na formação do aluno para o mundo das informações em rápidas e constantes mudanças, todas as disciplinas incluem educação tecnológica e se utilizam de recursos das novas tecnologias da informação e da comunicação.

Ainda visando à formação integral do aluno, destaca-se a importância de que até o quinto ano o professor que ministra as aulas das disciplinas do núcleo comum (Português, Matemática, História, Geografia, Ciências e Ensino Religioso) seja polivalente. A polivalência, nessa fase, visa a evitar a fragmentação dos conteúdos e do tempo, além de ampliar as possibilidades de acompanhamento do aluno.

A polivalência contribui ainda para favorecer o estabelecimento de vínculos mais efetivos entre professor e aluno, bem como a tranqüilidade e calma de que precisam para criar um ambiente de trabalho marcado pela valorização do conhecimento e da relação entre as pessoas. Isso não exclui a possibilidade da presença de professor específico para algumas disciplinas.

 

4. ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS

A organização dos conteúdos é pensada a partir da nossa  realidade e leva em conta suas especificidades e as situações vividas. Em cada caso, porém, prioridade deve ser dada às necessidades de aprendizagem e ao desenvolvimento do aluno.

Conteúdos mínimos

Os conteúdos mínimos de cada área do currículo têm como base as indicações dos PCNs. Tendo isso em conta, a escolha e inserção de determinado conteúdo deve priorizar elementos básicos para a iniciação do aluno no meio em que vive, capacitando-o a pautar a própria vida e a participar em uma sociedade solidária e democrática.

Além dos conceitos específicos, constituem conteúdos mínimos do currículo a aprendizagem e o exercício de habilidades comuns a todas as áreas. Este, aliás, é um dos pontos de diferenciação deste projeto: a relação entre as disciplinas é garantida de forma natural pelo trabalho de todas elas em função do desenvolvimento dessas habilidades, essenciais tanto para a aprendizagem na escola quanto para fora dela. Todas as áreas e matérias, cada qual com suas linguagens e formas textuais próprias, devem suscitar, por exemplo, a formação do leitor e do escritor, cuidando todas elas para que o aluno, como ser uno, se aproprie de uma das chaves que lhe permitirá ser um cidadão produtivo e crítico, capaz de compreender e transformar a cultura e a sociedade.

Outra habilidade a ser valorizada por todas as disciplinas é a da pesquisa. Diretamente relacionada à leitura e à escrita, deve ser entendida não como simples coleta de informações, mas como aprendizagem das diferentes formas de se fazê-lo. A pesquisa pressupõe a capacidade de escolha e decisão sobre o que é e o que não é adequado, assim como de interpretação crítica dos dados levantados.

Especificamente, com relação ao Ensino Médio, é importante destacar que a Lei de Diretrizes e Bases e a Resolução 30 do Conselho Nacional de Educação evidenciam que cada escola dispõe de liberdade para orientar 25% de seu currículo em função de sua identidade, desde que organicamente relacionados às disciplinas e aos objetivos das áreas que compõem a parte comum do currículo.

Conteúdos expandidos

A nossa Proposta Pedagógica enfatiza a importância das relações de respeito, reciprocidade e solidariedade. Aliados aos princípios dos PCNs , esses valores servem como justificativa para a ampliação dos conteúdos de ensino, de modo transdisciplinar. Ou seja, além de ensinar os conteúdos específicos, a escola é co-responsável pelo desenvolvimento de atitudes que permitam ao aluno aprender a aprender. Não se trata, portanto, de moldar mentes ou adaptá-las às condições da escola, mas de formar posturas adequadas para a aprendizagem, na escola e fora dela. A escola é co-responsável, ainda, pelo cultivo dos valores da vida e da paz.

  • A dimensão cultural da sociedade deve ser contemplada no currículo sob a forma de atividades específicas. O estudo de temas atuais não pode ser reduzido a meras apresentações folclóricas. A literatura, a arte, a música, o esporte, a ciência, a tecnologia, a história, o conhecimento do meio, os problemas sociais, o cinema, o mundo do trabalho e a simples leitura recreativa não podem, por seu lado, ficar limitados ao material escrito dos livros-texto, nem tampouco ser vistos como meras atividades à margem das disciplinas. O calendário escolar e o planejamento das matérias devem incluir atividades culturais significativas, enriquecendo com isso a concepção de currículo aqui proposta.

 

5. TEMPOS E ESPAÇOS

A escolha dos tempos e espaços dedicados ao ensino é uma decisão importante, com conseqüências práticas para a aprendizagem. Nesse sentido, as grades horárias e as estruturas físicas da escola devem ser analisadas e otimizadas, para que as indicações deste projeto possam se desenvolver adequadamente. É ainda necessário observar o seguinte:

  • As aulas que exigem maior concentração e reflexão devem ser ministradas nos primeiros horários do dia.
  • As aulas devem ter duração mínima de 50 minutos a partir do sexto ano do Ensino Fundamental.
  • A partir do sexto ano do Ensino Fundamental, as disciplinas com maior carga horária devem ter alguma aula dupla, criando condições de tempo para a realização de atividades mais complexas.
  • O planejamento escolar deve prever tempo para o trabalho coletivo e para a formação continuada dos professores relativa à implantação deste projeto.
  • O sistema de avaliação passa a ser semestral para a primeira série e em três etapas para as demais séries do Ensino Fundamental e Médio.
  • O tempo para as atividades culturais também deve ser previsto na grade curricular.
  • A escola deve reformular seus espaços à luz das  propostas do material didático: bibliotecas; laboratórios de informática; laboratórios de física, química e biologia, bem como mobiliário adequado para atividades que exigem diferentes formas de organização da classe (individual, duplas, grupos).

 

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